segunda-feira, 7 de julho de 2014

Dangerous Street - 1ª Temporada - Capitulo 10 - Sorry



Zayn P.O.V.

Não conseguia adormecer sem antes saber como ela tinha ficado depois de tudo. Disquei o número que o Louis tinha encontrado e enviei-lhe uma mensagem.
"Como é que estás? Xx Zayn"
"Assustada. Eu não queria ter visto nada daquilo e... se tu não estivesses lá..."
"Mas estava! Agora, eu não vou estar sempre Mel, tens que aprender a lidar com essa realidade, aprender a te defender babe!"
"Tenho medo disso tudo Zayn! E se eu não conseguir?? Cresci num mundo completamente diferente não estou habituada a isto, nem sei mesmo se vou conseguir fazê-lo."
"E se tiveres alguém que te ensine a fazê-lo? Sentes-te mais segura assim?"
"Quem? Não conheço praticamente ninguém no bairro tens noção disso!"
"Sou invisivel para ti amor? Amanhã de manhã no campo de treinos, fico à tua espera."

Volto a pousar o telemóvel, eram nove da noite não conseguia dormir, desci as escadas.
A minha mãe estava deitada sobre o sofá coberta por um mantinha que ela usava para me aquecer quando era mais pequeno. Vejo-me sorrir involuntariamente... uns anos atrás era tudo tão diferente! Sinto saudades. Na realidade, eu não tenho saudades, a saudade é que me tem, faz de mim um seu objeto. Imersos nela tornamo-nos outros e todo o nosso antigo ser fica apenas ancorado no passado, súbito e ausente! Lá fora apenas se ouve o vento. Uma semelhança curiosa entre o tempo e o meu coração neste momento, ambos congelados gradualmente... sinto um nó na garganta ao vê-la agarrada a "memória", esse nó sufoca-me e dá-me a impressão de que quanto mais o tento desatar mais espesso ele fica, travando a minha respiração e impedindo-a de sair. Recordo-me de vê-la olhar para a nossa foto e luto para não deixar as lágrimas quentes transbordarem dos meus olhos, mantenho-os fechados e foco-me apenas na escuridão por detrás das minhas pálpebras, afinal esse tem sido o meu refúgio este tempo todo. Escuridão... era isso que eu via, que eu sentia, era ela que me rodeava. Por segundos, não sinto nada. Alegria, tristeza... nenhuma. Tudo o que havia de bom em mim fora consumido, a vida encarregou-se disso mesmo. É realmente confuso a forma como nós humanos conseguimos ir de um extremo ao outro, da noite para o dia. Uma fração de segundos muda-nos completamente... nada neste vida é fácil. Se algum dia queremos a paz, então teremos de nos preparar para a guerra. Abro os olhos. Um suspiro cai dos meus lábios, caminho a passos lentos para junto dela.
Eu: M-mãe ... - gaguejo, vejo-a desviar o olhar da televisão e olhar para mim. Sento-me no chão ficando de lado para ela. - Desculpa - murmuro, não consigo simplesmente olhá-la nos olhos, torno-me mais fraco, deixo que os sentimentos me guiem - Tenho sido uma merda de filho! - volto o meu rosto para o seu à espera de uma reação da sua parte. Nada. Vou apertando as mãos uma contra a outra e arranjando palavras - É só que... desculpa-me. - sinto as suas mãos puxarem o meu corpo para cima do sofá e sento-me ao seu lado.
Trisha: Foste a melhor coisa que me aconteceu na vida Zayn! - os seus longos dedos e macios deslizam sobre a minha bochecha e voltam a minha face para si - Só tenho pena que ela te tenha mudado tanto, do dia para a noite parecia que já não sentias mais nada, parecia que estavas morto... - o seu olhar brilha, cerro os pulsos. O amor é capaz de nos destruir e eu... amava a Rebecca. Os seus braços envolvem o meu corpo e abraço-a pela cintura - Amo-te tanto! - sussurra ao meu ouvido. Aperto-a mais contra mim e sinto uma gota de água correr o meu pescoço.
Eu: Esta é a minha maneira de ser perto de ti! - riu e ela limpa a lágrima apressadamente esboçando um sorriso também. - Dorme bem. - beijo o topo do seu rosto e subo novamente as escadas para o quarto.
Abri a porta que dava para a varanda e saí... "Só tenho pena que ela te tenha mudado tanto, do dia para a noite parecia que já não sentias mais nada, parecia que estavas morto...".
Existe uma hora em que já nada mais nos consegue afetar. Não porque estamos radiantes e não permitimos que ninguém destrua o nosso campo protetor da felicidade. Nada disso! É tudo porque o nosso coração congelou, porque nada nos pode deixar mais no abismo do que já estamos. O ponto culminante depois disso é apenas a indiferença. Uma indiferença nua, crua... não posso dizer se isso é bom ou mau, afinal tudo me é indiferente!
As minhas palpitações são lentas, conto as horas mas os ponteiros permanecem insistentemente no mesmo ponto, as estrelas parecem estar mortas... sei que mal o sol nasça o ciclo repetitivo vai recomeçar, o rapaz que vive feliz em pertencer a um gangue, se droga, vai a festas, alimenta-se de sexo. Foda-se mas afinal sou isso mesmo que eu sou, é aquilo que quero ser! Ouço um grito, parecia a voz da minha mãe. Deve estar só a ralhar com a Saffa e a Waliyha. Novamente mais gritos e agora um choro... agarro numa arma de dentro duma das gavetas do eu armário e vou silenciosamente até ás escadas.
Eu: Solta-a! - destravei a arma. Vi Saffa e a Waliyha abraçadas no canto da sala a chorar, um dos homens agarrava a minha mãe. Eram sensivelmente dois. - Eu disse para a soltares! - gritei, o meu olhar estava focado no homem que envolvia o braço à volta do pescoço de Trisha.
XXX: Perdeste Malik! - sinto um arma ser destravada e o cano ser encostado á minha cabeça. Engoli seco e fui baixando a minha arma aos poucos ...
Eu: Ou talvez não! - rodei o meu braço num movimento rápido conseguindo agarrar na arma dele. Bati com o meu punho no seu peito arrastando-o contra a parede - Que seja a última vez que vocês tocam na minha família! - a minha respiração é pesada, o meu sangue corre a um ritmo acelerado tornando o meu corpo quente. Dou espaço para que ele saia e fecho os olhos tentando não cometer uma loucura. Silêncio. 

*** 

Eu: Um dos teus pés deve estar sempre ligeiramente à frente do outro, nunca voltes o pé atrás completamente para a frente, inclina-o sempre um pouco para o teu lado direito, isso permite-te que a flexão da perna seja muito mais fácil. Alinha os braços com a arma em direção ao alvo, foca a tua atenção apenas nisso! Fecha um dos olhos e coloca o outro ao mesmo nível da arma... Anda cá! - puxei o seu braço colocando-a na minha frente, a minha mão pousou na sua perna arrastando-na mais para trás, as suas costas colavam-se ao meu peito e sentia a sua respiração acelerar. - Nunca te esqueças de manter a tensão nesta área! - disse calmamente, pressiono a palma da minha mão contra a sua barriga que se arrepia ao meu toque, riu sem que ela perceba e volto a concentrar-me no treino. Posiciono os seus braços prontos para atirar e solto-a - Atira! - ela fez o que lhe disse. Tiro completamente ao lado. - Calma, tu consegues! - tento que não desista e ela suspira. - Concentração, é só isso bebe! - sussurro ao seu ouvido. As suas bochechas tornam-se mais rosadas, afasto-me outra vez e observo-a mais uma vez... -  Boa! - aproximo-me dela e quando ela se volta acerta-me com a arma na barriga - Oh foda-seee... - gemo.
Mel: Zayn! Oh meu deus desculpa eu n...
Eu: Não me querias matar? - brinquei e ela ri-se tímida abanando negativamente com a cabeça - Tudo bem!
... Onze horas, ela estava completamente esgotada, não sei como é que ainda aguentava segurar-se em pé ou sequer agarrar numa arma daquelas. Em duas horas ela já conseguia ter um tiro certeiro o que era impressionante para uma rapariga e principalmente para ela visto que nunca o tinha feito! O campo começava a encher e não eramos apenas nós a treinar como no início, olhei para ela... tinha uma boa forma física, apesar de não ter muito músculo era rápida e movimentava-se bem.
Eu: Pára! - ela roda o seu corpo para mim franzindo as sobrancelhas - Acho melhor descansares! - ela aproxima-se de mim pegando numa garrafa de água e observando o que os outros faziam.
Mel: Quando é que posso experimentar? - olho surpreso com a pergunta dela. Estava a referir-se à carreira de tiro que alguns dos homens praticavam.
Eu: Não achas que estás a querer ir rápido demais? - pergunto-lhe - Ainda é cedo, tens tempo para aprender!
Mel: Queres estar mais tempo comigo é?! - a sua voz é tímida, ela bebe mais um pouco de água sem tirar os seus olhos de mim.
Eu: E se a resposta for sim?! - passo os meus dedos pela sua cintura. - Talvez eu queira.
Mel: Hmm ... e se quiser?
Eu: Depende do que queiras! Aprender rápido ou passar mais tempo comigo! - elevo o seu rosto segurando-o com o polegar e o indicador. Estou a aproximar-me demasiado dela... lembro-me do que aconteceu a noite passada, a minha mãe, ela ficou em perigo por minha causa! Não queria que a Mel fosse mais uma vitima desta luta entre mim e o Kail, Crips e Scuttlers! Mas o Liam avisou-me, a Mel é a chave para tudo e por isso eu tinha que me aproximar dela.


Mel P.O.V. 

Eu: Hmm e-eu vou tomar banho!
Caminhava até os balneários pesadamente, o mais rápido que os meus pés permitiam. O meu coração batia muito depressa no meu peito, então é isto que se sente depois de um treino?
Não olho para mais nenhum lado a não ser em frente, desesperadamente à procura do balneário. Encontro uma tabuleta a apontar para uma área escondida, era lá... o meu peito acelera quando percebo que a área feminina estava mesmo em frente ao balneário masculino. Tento abstrair-me de qualquer barulho que me possa incomodar e à medida que caminho o vento faz o meu cabelo esvoaçar para trás, era uma sensação boa depois de todo aquele cansaço...
A porta está aberta, entro e fecho-a atrás de mim. Procuro pelo meu cacifo, eram inúmeros... nunca iria encontrá-lo desta forma. Passado algum tempo retiro a toalha e preparo-me para começar a despir a minha roupa suada, mas um barulho de passos impede-me e quando me volto para trás a minha cabeça estala.
Eu: O que é que estás aqui a fazer? Isto é o balneário feminino! – digo alto, a minha garganta não me impede e solto um pequeno grunhido quando ele se encosta contra a parede sorrindo e olhando em redor.
Zayn: Acho que isso explica a cor dos azulejos... – ouço murmurar, ele ri por fim.
Eu: Apenas sai por favor, tenho de tomar banho para me ir embora... – explico calmamente, a minha cabeça começa a ferver à medida que ele se aproximava, os seus passos são lentos. Os batimentos no meu peito aumentam, a sua mão é rápida e encurrala-me contra a quantidade enorme de cacifos, o choque faz um enorme estrondo mas ele não se parece incomodar, a minha respiração treme na minha garganta... porque é que ele faz isto...
Zayn: Já te disse que ficas extremamente sexy com armas? – a sua voz soa no meu ouvido, os seus olhos estão fechados. Tento falar mas não consigo formar uma frase quando o meu corpo suado se cola completamente no seu. A sua mão desliza de cima da minha cabeça até o meu braço, levemente acariciando-o e deslizando até a minha cintura. O seu toque faz a minha pele arrepiar, a sua respiração pesada bate contra o meu pescoço. Ouço um gemido, o meu corpo torna-se fogo, a minha cabeça em água...
Eu: Z-zaynn... – murmuro e tento empurrar o seu corpo para trás, ele mantem-se firme, mas a sua cabeça desencosta-se do meu pescoço. Eu não podia, ele não podia fazer-me isto... os seus lábios tocam no meu queixo fazendo-me tremer em resposta. Ele continua uma linha de beijos pelo meu maxilar e as suas mãos apertam as minhas ancas, solto um suspiro profundo quando ele desce pelo meu peito, a sensação cresce no fundo da minha barriga e o meu corpo arde com o seu toque. Os seus lábios chocam contra o meu pescoço e eu gemo baixo, ele faz outra vez, desta vez chupando, implorando para me ouvir fazê-lo outra vez. Forço as minhas pernas uma contra a outra, tentando de alguma forma fazer parar isto, eu estava a ficar louca... as minhas cuecas transmitiam isso, eu estava a transpirar.
A sua mão rapidamente me força contra si, as suas ancas roçam contra as minhas, um gemido rouco soa e é suficiente para me controlar. Os seus lábios abruptamente se juntam aos meus, ele geme fortemente contra mim obrigando-me a ceder. A minha respiração ainda não diminuiu e posso sentir a dele aumentar. Os meus pulsos rapidamente são levados acima da minha cabeça, ele segura ambos com apenas uma das suas mãos, não consigo soltar-me do seu toque. Ele para o beijo, os seus olhos focam-se nos meus, quando penso que está prestes a bater-me quase sinto o meu coração palpitar para fora do meu peito, mas ele não o faz. A sua mão livre desce pelo meu corpo, o meu peito dói dos batimentos acelerados, as minhas pernas são presas na sua cintura e os meus olhos arregalam-se com a sua força. Guicho perturbada quando a sua mão aperta o meu rabo e pressionava o meu corpo contra o seu, os seus lábios encaminham-se até os meus e juro poder sentir o bater do seu coração contra a minha pele que estala de calor. É isso, eu não consigo controlar. Sem perceber, em menos de segundos ele já me beijava, a sua língua desliza pela minha boca e o meu lábio inferior é puxado pelos seus dentes, trincando-o levemente. Não consigo perceber a razão porque ainda o beijava mas não me permito parar. Não consigo comparar este beijo ao primeiro que tive com ele, mas é ótimo.
Eu só me conseguia focar na forma como os meus pulsos rapidamente foram soltos e as minhas mãos se dirigiram ao seu cabelo, apertando cada vez mais à medida que ele beijava e chupava a pele do meu pescoço. Eu não era eu quando isso envolvia um Zayn já sem camisola, os seus músculos morenos estavam tensos enquanto me forçava contra a parede de cacifos. A intensidade na minha barriga começa a crescer e apenas me permite gemer baixo, ele murmura em apreciação.
Ele senta-se no banco atrás de si, empurrando-me consigo, ainda no seu colo. As suas mãos apertam na minha cintura e é um pouco doloroso, no entanto não o posso parar. O meu corpo começa a balançar para trás e para a frente no seu colo e ouço um gemido em resposta, o som mais quente de todos, e eu faria de tudo para o voltar a ouvir... A força das suas mãos na minha cintura aumenta e ele murmura algo contra a minha boca enquanto o sinto endurecer contra mim, o meu rosto ruboriza com isso e a minha respiração começa a faltar-me... As suas mãos encontram a bainha da minha camisola que é empurrada pela minha cabeça, por fim caindo no chão. Os seus olhos brilham em luxúria com a minha pele revelada, o meu coração bate depressa no meu peito e não consigo pará-lo, nada pode fazê-lo parar. Dói demasiado, mas é bom, ele levanta-se novamente, ainda a beijar-me desesperadamente e deita-me sobre o banco que anteriormente estavamos sentados. As suas ações são rápidas e o meu corpo é coberto pelo seu, a minha pele quente bate contra a madeira gelada do banco e gemo com isso. Os meus calções desaparecem em menos de segundos e a minha boca abre-se para guinchar, mas ele não o permite quando a sua mão a cobre.
Zayn: Não sei se já fizeste isto antes babe... – ele murmura ofegante contra a minha pele do peito, chupando e lambendo. Não consigo controlar os gemidos que se escapam da minha garganta... – Mas espero que gostes tanto como eu.
Os seus lábios fecham-se no fim das suas palavras e o meu corpo grita internamente quando a sua mão desliza para dentro das minhas cuecas e os seus dedos se pressionam contra o meu clitóris, fazendo-me chorar de prazer. Tenho de apertar o banco com as minhas mãos quando sinto dois dedos se moverem insamente dentro de mim. Ele não para com os movimentos, é estranho e desconfortável, o meu corpo mexe-se descontroladamente, contorcendo-se ao seu toque, mas a sua mão esquerda empurra-me contra o banco, mantendo-me quieta no lugar. Choro de prazer cada vez que ele os empurra mais rápido e choramingo com a perda de contacto... não sei o que estou a sentir, é estranho, mas adoro. Nunca fiz isto com ninguém, e agora que vejo apercebo-me do quão íntimo isto soa, mas não posso parar, eu pedia por mais... o meu corpo implorava por mais e ele gostava, as suas frases porcas quase podem ser ouvidas do lado de fora e isso assusta-me, mas o seu sorriso era impagável, a sua língua fazia movimentos sobre o meu peito, sem retirar o meu sutiã, e estou levemente aliviada por isso. Cada vez que olho para ele tem um sorriso contente nos seus lábios, ele devia ter prazer com isso, em dar-me prazer...
A pressão no fundo da minha barriga cresce e não sei como explicá-la, o fogo cresce nas minhas veias e é puro extase. A minha mão está no seu cabelo, puxando e apertando e ele parece gostar disso. O meu corpo está demasiado envolvido pelo seu e a minha mente não trabalha corretamente, os seus dedos abrandam mas vão mais fundo, a dor instala-se e não consigo evitar gemer. A sensação toma conta de mim e vai desaparecendo aos poucos, deixando apenas um rasto de prazer nos seus toques torturantes e lentos. Os músculos dos seus braços contraem-se à medida que empurra os seus dedos dentro de mim e geme baixo, a sua cabeça rapidamente sobe até mim e ele beija-me profundamente, o ar em redor não é suficiente para satisfazer as minhas necessidades... Enquanto me beija as suas mãos movem-se habilmente, a pressão no meu estômago cresce à velocidade da luz e as minhas pernas endurecem enquanto me desfaço com o seu toque e murmuro o seu nome repetidamente... a minha visão fica turva e tenho de piscar os olhos fortemente para voltar ao meu estado normal.
Zayn: Como é que nunca ninguém te tocou antes?! - murmura ao meu ouvido... O que é que acabei de fazer?

Continua...
xxAndy

3 comentários:

  1. Quando sai o próximo capítulo? :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. nao sei amor, assim que possivel... :)

      Excluir
    2. Hum está bem!
      Já agora estou a adorar, está muito boa a fic, continua :))

      Excluir