segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 26 - Madness

Heyy!! Eu não me tinha lembrado, até que olhei para a data aqui no computador... porra, já faz um ano que criamos o blog! Se me tivesse lembrado mais cedo eu teria preparado alguma coisa especial para hoje, alguma coisa diferente para aqui... mas bem, obrigada por todo o apoio, embora eu seja uma chata, eu assim como a Andy só queremos dar o nosso melhor aqui no blog, só espero que percebam isso! Obrigadaa e por hoje tem aqui um novo capítulo da Pretend It's Ok. Nem vou pedir comentários porque sei que não os vou receber, mas se pudessem gostava mesmo que dissessem alguma coisa!! 

Bem, fiquem com Deus! Bjs



Liam POV


Caminhava pelos corredores da escola, ouvia gritos e risadas atrás de mim enquanto andava. Várias eram as pessoas que me tentavam contactar, recebia mensagens constantes que não queria ler. Só queria esquecer que alguma vez conheci aquela rapariga, dos olhos castanhos e o cabelo de uma cor doce, um castanho suave e claro. Pele clara e lábios rosados. Lábios que há uma noite atrás eu tinha conhecido pessoalmente. Lábios esses que eu gostava de poder tocar a todo o momento. Quero tirá-la da minha cabeça desde o dia em que a vi, desde o dia em que estive na casa dela. Foi o meu maior erro, ou então o melhor. Lembro-me da sua reação assustada de ontem enquanto me tentava aproximar dela, parte-me por dentro a cada momento que me lembro da sua cara, dos seus movimentos irrequietos para se afastar o máximo possível de mim. Lembro-me do beijo perfeitamente, como se ainda os sentisse comigo. Não percebo porque simplesmente não se afastou quando a beijei, se queria assim tanto estar longe de mim, porque não o fez? Há tanto que gostava de perceber nela, assim como o porquê de ela admitir que se drogava. Porque o fazia de qualquer das maneiras? Só está a traçar um futuro estúpido que depois não poderá apagar.
Fazia de tudo para que ela se ligasse de certa forma a mim, todas as noites desde a semana passada penso e arranjo estratégias para voltar a encontrá-la ou poder falar com ela, algo que ela parece evitar. Soa tão estúpido, mas não tanto como as minhas ações. Tenho-a salvado sempre que posso, quer do Gale, quer de outro rapaz qualquer que a possa magoar, quer dos seus próprios erros, mas ela parece não querer ser ajudada. O que eu posso fazer então? Esquecer? Esquecer alguém que apenas conheci à uma semana? A forma como ela me intriga é tão estupidamente boa que só quero intrigá-la ainda mais, tentar perceber o seu jogo silencioso. Isto é um jogo? Se é, ela sabe jogá-lo.
Desde que começaram as aulas que me tenho afastado de toda a gente, não sei como mas pareço querer afastá-los. As raparigas que me querem são várias, os rapazes que querem ganhar fama comigo são ainda mais... como se eu fosse exemplo para alguém. O cigarro na ponta das minhas mãos cai, apenas o piso e sigo em frente. Quanto mais ando maior é o silêncio, apenas continuava. Já um pouco afastado da zona das salas vejo um rapaz sair por uma porta que não me lembro de ver antes, era o Gale. A raiva percorre cada fibra do meu corpo quando o vejo caminhar até mim com um sorriso estúpido na cara. Do que se ria de qualquer das maneiras? O seu ombro bate contra o meu, continuo a caminhar mas o meu ombro é puxado.
Eu: O que é que queres caralho? – evito gritar, mas os punhos formavam-se ao lado da minha cintura de uma forma que não consigo controlar. Só queria esmurrá-lo... como é que alguma vez fui amigo dele?
Gale: Bem – ele ri enquanto dá de ombros – De qualquer das maneiras, é melhor contar-te não é?
Eu: Contar o quê? – pergunto, a minha cabeça confunde-se com as suas palavras e expressões. – Contar o quê caralho? – grito e não percebo o que estou a fazer quando o empurro e ele cai de cara no chão.
Gale: Hey hey! Calma aí mano! – sacudo o braço dele quando se levanta, ele ri enquanto pensa em alguma coisa. – Bem, digamos que a tua namorada acabou de ter os melhores trinta minutos da vida dela!
Eu: A minha namorada?
Gale: Sim caralho! Aquela boa da festa! – ele ri enquanto explica. Expludo por dentro, o meu coração bate forte contra o meu pulso, mas não tão forte como o murro que ele leva. Assim que o faço o seu riso desaparece, sacudo o punho com manchas de sangue que saía agora do seu nariz.
Eu: O que é que tu lhe fizeste? – grito nervoso enquanto o levanto e empurro contra a parede, ele solta um grunhido de dor. – Vais falar ou não? – a força que faço nos maxilares para não lhe bater parece infinita.
Gale: Oh mano!, ouvi-la gemer o meu nome era demasiado bom! – ele volta a rir. Eu sabia que não, ela não o faria, tinha demasiado medo dele para o fazer, ele apenas mo diz para me irritar. Oh foda-se, se ela não fazia por vontade própria então ele...
Eu: Oh, filho da puta! – grito nervoso e ando até ele em passos pesados, os seus reflexos são demasiado baixos para perceber que lhe vou dar um murro e acerto-lhe em cheio na cara, que rapidamente se vira com a força do meu punho contra ela. Examino os seus movimentos por uns segundos e percebo que o seu braço se levanta, ele não devia saber que eu treino box. Baixo-me e ele chuta o ar, a forma como ele se movimenta é patética e o medo e ódio percorre o olhar dele quando me aproximo-mo e dou um pontapé forte no seu estômago desprotegido. Ele geme de dor enquanto se contorce, coloco-me por cima dele enquanto o meu punho atingia o seu rosto múltiplas e múltiplas vezes. Ninguém nos ouvia, ninguém me podia impedir de o espancar aqui, agora mesmo. Sinto uma mão forte no meu rosto deixando-o quase dormente. O sangue bombeia depressa nas minhas veias enquanto  movimento o meu braço novamente e acerto com toda a minha força na sua cara já vermelha de sangue. Não tinha controle sob o meu corpo, o meu punho movimentava-se repetidamente acertando-lhe, ele implora por ar enquanto me afasto, levanto-me. O seu corpo estava estendido sob o chão quase desmaiado, não me arrependo de um único movimento e volto atrás uma última vez e atinjo o seu abdómen com a força da minha perna, volto a ouvi-lo gemer de dor. Aproximo-me do seu rosto e seguro-lhe pela camisola. – Voltas a tocar-lhe, uma única vez que seja! – exclamo – e acabo contigo de vez! Não me faças fazê-lo!! – atiro e a sua cabeça cai no chão de pedra.
Corro até a porta de onde ele tinha saído e olho em volta, à procura de um corpo. Do corpo da Bell. Imaginar o que possa ter acontecido dá-me nojo, e raiva, tanta raiva dele. Oh, eu podia ter acabado com ele!! Corro sempre em frente e encontro-a no chão, tremia e soluçava muito. Não conseguia vê-la assim, eu devia ter impedido isto. A raiva que tinha de mim era muito maior à que eu conseguia suportar.


Bell POV


Liam: Desculpa! – ele pede num sussurro, a maneira como os seus olhos começavam a lacrimejar era impensável. Ele não podia culpar-se, não por isto.
Eu: Podes – começo, a voz falha e sinto-me voltar a tremer novamente ao lembrar do acontecido. – Podes levar-me a casa? – murmuro e uma lágrima escapa-se do meu olho. Ele olha-me confuso e aproxima-se, aninhando-se perto de mim. Conseguia sentir a sua respiração tão descontrolada como a minha.
Liam: Não! Tu não vais para tua casa! – afirma, a sua expressão era demasiado confusa para descrever. – Não podes ficar sozinha!! E se ele vai até lá? Ele consegue arranjar forma de te encontrar Bell! – quase grita. Fecho os olhos num impulso, ele acalma-se... – Ficas comigo hoje. – a forma autoritária como o diz é de certo modo confortante por saber que me quer por perto, mas demasiado dura. Sei que parece que me quer proteger, mas não consigo confiar o suficiente nele. Talvez consiga, mas vamos passar todo o tempo a discutir.
Eu: Eu quero ir para minha casa. – digo.
Liam: Não! Tu vens comigo! – ele persiste, suspiro e encho o peito de ar.
Eu: Liam! – esforço-me a levantar a voz. – Por favor, este dia não está a ser fácil, não descarregues assim a tua raiva, não comigo! – peço e estou ciente que estou a usar o meu lado sensível contra ele. Mas é a única forma que tenho para me manter afastada, e esquecer o que aconteceu, se alguma vez conseguirei esquecer este dia... Ele mantém o seu olhar fixo no meu, até eu o desviar.
Liam: Tudo bem. – ele diz e suspira pesadamente. Aos poucos vou-me levantando, ele olhava-me estático, não sei se percebe o que estou a fazer, mas só quero sair daqui depressa e deitar-me na cama e tentar esquecer tudo.
Ele segue à minha frente para verificar se o corpo do Gale ainda lá está. Os meus olhos começam a marejar quando vejo o seu corpo imóvel no chão. O Liam olha-me e estende-me a sua mão. Recuso com o olhar e passo pelo corpo no chão, os gritos internais eram profundos. Paro no caminho, já afastada da zona.
Eu: Liam – chamo – Tu, tu não fizeste aquilo por minha causa, fizeste? – perguntei. A minha dúvida desaparece assim que o seu olhar se desvia até o chão. Oh não, outra vez não. – Liam... não quero que voltes a magoar pessoas por minha culpa! Eu sei que ele merecia, eu sei! – grito – só não o voltes a fazer! Por favor! – peço, ele podia realmente ter-se magoado. Estou cansada que me proteja a todo o momento e não dar nada em troca! Ele nem o devia ter feito, não depois de ontem!


Continua...

xxPatrícia


Nenhum comentário:

Postar um comentário