domingo, 20 de abril de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 25 - A broken marionette



Eu: Larga-me, por favor... – choramingo – por favor, eu juro que ninguém vai saber! – declaro enquanto as lágrimas paravam aos poucos e eu me tentava aproveitar da sua distração para fugir. De qualquer das formas eu não queria que isto saísse daqui, sinto-me demasiado humilhada... ele ri  e afasta-se um pouco segurando-se num dos braços enquanto me prendia com força contra o chão.
Gale: Oh bebé, não chores! – a sua mão grande cobre o meu rosto, engulo o choro e o nojo dele, não havia forma de sair daqui, ninguém vinha cá, gritar não ajudava em nada, nem mesmo para tirar esta raiva de dentro de mim. – Sabes, se tivesses sido mais calminha no princípio e não tivesses chamado o teu namoradinho naquela noite – ele lembra quase sussurrando e vejo ódio percorrer o seu olhar quando diz “namoradinho”, sei que deve ter ficado irritado e por momentos achei boa a ideia de ele ter morrido sem ar naquele momento, mas sei que é apenas outro psicopata, que recorre a sexo para se sentir feliz. Se pelo menos percebesse que magooar os outros não ajuda em nada eu talvez pudesse sair daqui. Ou talvez possa fingir-me de amiga dele... – teria sido mais fácil e não estarias a fazê-lo contra a vontade! – ele sorri pelo meio, um sorriso torto e tarado, um sorriso que me provoca medo e me dá voltas ao estômago.
Eu: Eu... – suspiro – tu não precisas disto! Sabes que não... – faço o meu melhor para me mantar calma e aos poucos tento levantar-me, foi um passo precipitado e ele empurra-me de volta fazendo o meu corpo semi-nu embater com força e a minha garganta soltar um grunhido de dor. Tento falar mas as palavras não saem, quando dou por mim estou aos soluços enquanto ele se aproximava novamente para continuar o que parou, o meu coração começa a bater mais depressa e apresso-me a interrompê-lo. – Além disso, eu não sou a rapariga ideal para fazê-lo. Há imensas raparigas melhores do que eu que te poderão dar prazer. – digo um tanto ríspida apenas vendo-o gargalhar e lamber os lábios inchados.
Gale: Oh não digas isso. Já olhaste bem para ti? – ele ri – Tenho a certeza que me vais dar tanto prazer quanto eu a te vou dar bebé. – as palavras dele incomodam-me e a minha barriga dá revira-voltas, a minha cabeça deixa de funcionar...
O choque na minha mente é demasiado grande para me conseguir mover. Volto a sentir os seus lábios pelo meu corpo enquanto me mantenho estática e ouço o barulho do fecho das suas calças...
***
A minha cabeça está tombada no chão e todas as minhas roupas no chão juntamente com as suas. As suas estocadas são fortes e dolorosas e tudo o que consigo fazer é fechar os olhos, não consigo chorar ou sequer gritar. Cada movimento seu corta-me por dentro e os seus gemidos causam-me aflição. Não conseguia ter prazer, era impossível quando o meu corpo parece uma marioneta nas suas mãos, uma marioneta quebrada, que já não se consegue mexer. Não havia barulho à volta a não ser o seus gemidos roucos e asquerosos, as portas não se movimentavam, não havia em redor no momento, nada que me fizesse movimentar para  o fazer parar. Nada. Ouço-o gargalhar ligeiramente enquanto vai mais fundo, o meu coração parte cada vez que o faz, como se fosse rasgando aos pedacinhos a cada toque.
Aquilo dura o que me parecem horas, não consigo reagir muito menos pensar. Um líquido viscoso escorre agora pela minha barriga enquanto ele se levanta.
Gale: Estiveste muito bem querida. – sussura ao meu ouvido e pega nas suas roupas e veste-se. - Temos de fazer isto mais vezes. – afirma, os meus sentidos parecem voltar e o meu estômago contrai com a afirmação. Ele sai e eu levanto-me lentamente, o meu corpo dói. Visto-me com muito custo depois de limpar aquilo da minha barriga mas não consigo sair dali. Todo o meu corpo treme e a minha mente parece explodir.
Volto a ouvir passos, os batimentos no meu peito aceleram, os meus olhos criam raízes de sangue enquanto permacem abertos de pânico. Rastejo para trás com a força dos meu braços enquanto continuo a olhar em frente. A aflição em que me encontrava parecia ser demasiado grande para conseguir mantê-la no fundo da minha garganta. Não percebo que estou a soluçar quando me sinto perder o ar e quase sufocar.
Ele: Bell? – os seus olhos parecem aumentar. - Oh não! – eles escondiam alguma coisa, uma expressão que não conseguia descrever. Via-o caminhar até mim apressado, o meu coração para de bater, já não batia apressadamente ou sequer lentamente, parecia não bater. Persegui os seus movimentos com os olhos e ele aninhava-se perto de mim agora, senti uma gota bater no meu pescoço e deslizar pelo meu peito, os soluços eram permanentes assim como o tremer das minhas mãos. – O que é que ele fez? Foi ele não foi? Diz-me. – juro ver medo no seu rosto, as suas mãos sobem até o meu rosto, esforço-me a afastá-la. A humilhação corre nas minhas veias. O que se passou à momentos... não vai ser nada mais, do que passado, que não quero recordar. Não respondo à sua pergunta, os meus pensamentos frios ajudam-me a parar de chorar e soluçar, o que sinto não se transmite na minha cara, está dentro de mim. – Bell, ele disse-me, oh meu deus, diz-me que ele não fez o que estou a pensar! – o pânico dele estava de certo modo a incomodar-me, o seu rosto pesado afasta-se do meu, os seus cabelos pareciam querer ser arrancados da sua cabeça pelas suas próprias mãos. Sentir-se-ia ele culpado? Fecho os olhos e encolho-me numa bola, junto os joelhos ao peito e seguro-os com os braços em redor.
Eu: Liam. – chamo enquanto continuo a olhar em frente, para outro lugar que não o rosto dele. – O que é que ele te contou? – pergunto, conseguia ouvir o sangue bombear pesadamente nas minhas veias por detrás das orelhas. – Diz-me! – grito rude.


Continua...

xxPatrícia


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