sábado, 19 de abril de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 24 - Disgusting

O som da campainha toca e relembra-me que mais uma aula acabou e eu volto a estar perto do parque de estacionamento, exatamente como ontem. Estou sentada no capô do carro de alguém enquanto ouço música no meu telemóvel. Alguns alunos começam a sair das salas enquanto parte deles se dirige ao seu parceiro e/ou namorado/a. 

Um casal dirige-se até o que eu digo ser o seu carro e os vidros fecham-se. De repente trocam beijos quentes e posso sentir o quão desesperados estão para fazê-lo, bem, o ato... Talvez eles não soubessem mas eu conseguia ver tudo dali. E ugh, era horrível ficar como espectador, nunca o façam, é um aviso que deviam levar a sério. Solto um grunhido de nojo enquanto viro a cara perturbada e ouço risadas atrás de mim. 

Ele: Com que então não gostas de pornografia ao vivo. – constatou, e posso dizer que está correto. Viro-me para ver a sua cara e solto um pequeno riso no fim enquanto ele se aproxima de mim e se senta em cima do carro tal como eu. 

Eu: Pelos vistos não. – ri e volto ao meu estado anterior e volto a observá-los. – Talvez devesse avisá-los que estão a ser observados? – disse e ele ri em resposta.

Zayn: Ou talvez não. Vamos ver o que acontece. – sussurra e dá uma risada no fim e tal como eu volta a olhá-los. – Devíamos filmar isto. 

Eu: Devíamos sair daqui. – afirmei. – Qual é a lógica de ver seres humanos em reprodução? – questionei e estou ciente de que a minha cara é de nojo em relação àqueles dois. Ouço-o rir. – Porque é que te estás sempre a rir?

Zayn: Também estás em cima do meu carro e eu não comentei. – olhei para ele e espero ver alguma reação da sua parte mas os meus pensamentos são interrompidos por gemidos e percebo de quem vêm assim que olho para eles. – Puta que pariu, isto está a tornar-se interessante. – ele dá um sorriso um tanto tarado e esfrega com uma mão na outra enquanto olha para mim de forma engraçada. 

A forma como aqueles dois se tocavam era simplesmente horrorosa... quer dizer, queriam comer-se? Parecia que se estavam a devorar! Isso nem é sexo normal... é  coisa para um psiquiatra entrar em ação, ou quem sabe, Jesus, mas nem vou chamar o seu nome para o meio porque seria injusto eu estar a culpá-los de algo que eu mesma já fiz. Só que bêbada, como sempre. Não o faço no meu estado normal a menos que valha a pena. 

Eu: Ugh, parvo. – grunhi mas um riso abafado escapa da minha garganta enquanto me levanto. 

Zayn: Hey! – ele grita e percebo que já estou bem longe do seu lugar. – Estavamos a ter cinema em direto e tu foges? – quando me viro vejo que já está ao meu lado enquanto caminha para a minha frente. 

Eu: Bem, digamos que não é o meu género de filme favorito, mas já percebi que tu adoras. – ele volta a rir o que me causa náuseas. Como, mas como, é que alguém pode gostar desse tipo de coisa? Simplesmente não cabe na minha cabeça. O riso dele ecoa por toda a parte e quando volto a olhá-lo ele continua a rir como anteriormente. – Olha, é sério, não estou nos meus melhores dias e não é de todo aconselhável irritar-me. – aconselhei e vejo o seu sorriso desaparecer aos poucos enquanto me olha atentamente. Começo a caminhar em passos lentos e pesados deixando-o ficar para trás. Sei que fui rude mas não posso fazer o tempo voltar atrás, e por agora prefiro deixar assim as coisas. 

Ainda tenho um longo ano pela frente e começo a achar boa ideia mudar de escola... não é mais uma mudança que me vai atrapalhar, logo devia começar já a pensar no que fazer suficientemente bom para uma expulsão definitiva. 

Algumas ideias surgem-me à cabeça e considero-as boas logo de imediato, mas isto se quiser ser internada em um hospital psiquiátrico. Parece que nem o meu cérebro funciona ultimamente. 

Perco-me nos pensamentos e quando reparo estou perdida em um canto qualquer daquela escola, totalmente vazio. Olho em redor e estou entre várias paredes, todas desconhecidas e um arrepio preenche todo o meu corpo quando percebo que era uma zona não frequentada. Ouço passos ao longe, pesados e lentos... Sigo até uma parede e encosto-me nela enquanto viro a minha cabeça e tento reconhecer a figura alta que se aproximava. Desvio-a rapidamente e o meu corpo treme com a sensação e sinto-me quase desmaiar quando percebo de onde vinha o barulho. Procuro um local por onde escapar sem me mexer, o meu coração bate mais depressa no meu peito enquanto respiro fundo e tento não fazer barulho. Eu devia saber que ele estaria aquele, só ele é que frequenta locais como este, desconhecidos. Pelo menos desconhecidos para mim. Corro até o outro lado sem fazer ruídos e procuro por uma saída. Vejo uma porta de socorro ao fundo e não penso duas vezes e começo a correr até lá... novamente ouço passos,  não passos normais, era uma corrida, outra corrida em que eu competia, e eu só queria sair vencedora desta. O meu corpo cai quando um pé se atravessa no meu caminho e então os meus cabelos são puxados brutalmente fazendo-me soltar um grito de dor.

Gale: Desta vez não te escapas babe. – ameaça e percebo que está a falar a sério. O meu corpo é brutalmente empurrado contra a parede, as minhas costas ardem com o embate e os meus lábios soltam um gemido abafado enquanto trinco lábio para amenizar a dor.

Eu: Para! – grito e tento afastar-me, mas logo sinto os seus lábios embaterem contra o meu pescoço e as minhas ancas fortemente apertadas contra o seu corpo nojento. Ele ria contra a minha pele o que me dava nojo, os meus pulsos eram amarrados em cima da minha cabeça impossibilitando-me de qualquer movimento. 

Gale: Não te vale a pena gritar, ninguém te ouve bebé... – Os meus batimentos cardíacos aumentavam cada vez que me tentava soltar e não conseguia. Eu apenas continuava a gritar por socorro enquanto ele se divertia a brincar com o meu corpo e a sua língua se aproveitava do mesmo. Só queria morrer, os pensamentos levavam a melhor de mim apenas me permitindo gritar e rezar para que isto acabasse depressa. Solto um grito seguido de um choro intenso quando sinto a minha camisola ser arrancada do meu tronco e ele me prende mais contra a parede fazendo-me sentir o quão duro ele estava... era tão nojento, tão horrível, só queria acabar com isto... – Para de gritar! Cala-te caralho!! – ele berra e todo o meu corpo frágil estremece quando sinto a sua mão contra a minha cara e ele me pegar ao colo e prender as minhas pernas na sua cintura.  Tento livrar-me das suas mãos que me voltavam a prender com toda a força que tinha. Sentia-me lixo, fraca, eu devia saber que ele não vale nada e iria fazer isto. Devia ter previsto. – Ouve boneca! – o meu rosto é quase esmagado pela sua mão que o segurava – Apenas tenta aproveitar este momento que te vou dar! Vais adorar, acredita em mim! – ele ri e lambe os lábios enquanto solta as minhas pernas da sua cintura e o seu olhar percorre todo o meu corpo.

Eu: Como é que vou adorar ser violada por um nojento como tu? – berro o mais alto que posso e vejo ódio no seu olhar. As suas mãos apertam-me e empurram-me até o chão. A dor do impacto não é comparável ao quão horrível me sinto. 

Rastejo pelo chão o mais rápido que o meu corpo permite mas sinto uma mão forte se apoderar do meu braço e me virar bruscamente. O seu corpo junta-se em cima do meu, as suas mãos prendem os meus pulsos novamente e os seus lábios colidem com o meu peito agora descoberto. Movimento as minhas ancas presas pelas suas pernas em redor da minha cintura e solto um gemido de dor quando os seus dedos rastejam até a parte interior da minha coxa e apertam fortemente. A minha voz falha e todo o meu corpo treme quando vejo as minhas calças serem arrancadas. 


Continua...

xxPatrícia


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