sábado, 5 de abril de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 16 - Police



A porta abre-se rapidamente e encontro um par de olhos desejosos me olharem atentamente.
Liam: Oh foda-se.
Eu: Ahh – grito e encolho-me para trás, corro até a casa de banho e encosto a porta. O meu coração bate mais forte no meu peito.
Liam: Podes sair Bell!! – ele diz e aproxima-se da porta.
Eu: Vai te foder Liam. – cuspo - Nem penses em entrar aqui dentro. Nem sabes o que te faço – ameaço. Ele abre a porta e encontra-me de roupa interior.
Eu: Como é que eu alguma vez poderia esperar que me obedecesses... – falo irritada e passo por ele, mas o braço dele puxa-me de volta e as minhas costas  batem contra a parede. Um grunhido rompe de minha garganta quando as nossas respirações se cruzam, logo sinto-me anestesiada pelo seu hálito a menta profunda. Ahh até o hálito é bom... foda-se, ele não ajuda.
Liam: Tu também não me obedeces... – ele ri, vejo o seu olhar desejoso percorrer todo o meu corpo a poucos centímetros de distância do seu.  Logo que fecho os olhos a sua mão está na minha anca e encontro-me quase a hiperventilar, o que não está de qualquer modo certo, já que bem, quem manda nesta merda sou eu! Quem manda no meu corpo sou eu, eu faço o que quiser com ele. Mas acho que mandar no meu cérebro é agora uma tarefa dele, só porque, sinto que a qualquer momento o meu corpo vai ceder e oh, quando ceder não vai ser bonito. E eu vou me arrepender.
Sem nem reparar a minha mão já está na cara dele e uma marca vermelha forma-se nela. Ele ri o que me faz grunhir de irritação, mesmo que o tivesse feito sem querer, o resultado final não era esperar que ele se risse na minha cara.
Eu: Oh sabes, já estou farta disto, diz de uma vez por todas o que vieste aqui fazer e sai. – caminho até a minha cama e pego na sweatshirt e enfio-a pela cabeça rápido antes que ele me pudesse parar. Vê-lo a olhar assim para mim já é mau suficiente e não espero que ele diga alguma coisa e corro para a casa de banho com as calças na mão e visto me lá. Saio já vestida e preparada e ele já não está no meu quarto.
Desço as escadas e ele não aparece em nenhuma parte da casa. Pego nos livros e coloco os certos dentro da mochila. Volto à sala e encontro-o encostado a uma parede com o telemóvel na mão e a falar com alguém.
Liam: Hm... sim... obrigada fico à espera!
A chamada parece ser desligada e quando ele se volta encontra-me a olhá-lo especada na outra parte da divisão. Lança-me um pequeno sorriso e depois a sua cara volta para sério.
Eu: Para quem estavas a ligar?
Oh foda-se. Por favor, digam-me que ele não fez o que estou a pensar.
Sem reparar já formava punhos nas minhas mãos.
Liam: O que é que aconteceu aqui Bell? Foi por isso que ontem vieste ter comigo? Porque é que não disseste mais cedo? – ele ignora completamente a minha pergunta e anda até meu encontro preocupado. O seu braço segura no meu pulso para ver se estava ferido, tinha cortes e sangue. Solto-me bruscamente, não espero que ele esteja contente comigo de qualquer forma.
Eu: Foda-se Liam, pra quem estavas a ligar? – grito e afasto-me antes de lhe dar um encontrão no peito e o seu corpo se mover para trás.
Liam: Liguei para a polícia, e depois? Só te queria ajudar caralho! – ele grita o que faz o meu corpo estremecer um bocado. Mantive-me firme e não foi difícil até começar a gritar com ele e algumas lágrimas de raiva me virem aos olhos. Sabe lá Deus porque é que eu passo todo o caralho do tempo a chorar ultimamente!
Eu: Porquê? É a minha vida, não te metas!! Foda-se!! Sabes que vou arranjar problemas agora, por tua causa? Sabias? Não pois não? Então primeiro pergunta-me se eu quero a tua ajuda! – grito ainda mais alto do que ele. Começo a sentir baterem à porta, todo o meu corpo estremece e o meu coração começa a bater muito depressa, tanto que tinha medo que ele conseguisse ouvir os batimentos. Começo a respirar depressa, o ar era escasso no momento, a polícia não iria ajudar em nada agora, em nada mesmo. Começo a correr em direção à janela sem olhar para trás. Ele fala ao longe.
Liam: O que se passa Bell? Fala comigo!! Por favor!! – ele sussurra e eu começo a sentir raiva dele. Porque é que ele torna tudo difícil? Primeiro faz tudo como quer e depois quase que suplica para fazer sabe-se lá bem o que lhe vai na cabeça... não, eu não consigo!
Eu: Olha, por favor, diz que és da minha família e que eu tive de sair! Quando eles sairem, liga-me!! Prometo que te conto tudo depois!! – minto e corro o mais rápido possível até a janela e quando vejo que estou a pouca distância do solo salto e corro até o mais longe que consigo. Depois de alguns minutos estava já bem longe. O carro da polícia passa por mim enquanto as luzes piscavam... o meu peito batia depressa, um medo profundo de ir parar à cadeia percorria-me. Porque, eu posso não ir para a cadeia, mas vou parar a uma instituição para drogados e órfãos...
Não. Esse pesadelo outra vez não. E provavelmente vão lá voltar novamente. Não posso. Não aguento mais com isto, porra. Tudo à minha volta roda, as minhas mãos suavam enquanto eu voltava para minha casa. Por tanta raiva que eu tenha do Liam, eu não consigo parar de pensar nele, nunca. E ontem e hoje, ele fez-me sentir tão estranhamente bem. Eu já nem me lembrava o que era isso. Quanto mais eu queira esmurrá-lo, isso iria acabar de outra forma. Porque foda-se, ele é um deus, e eu tenho olhos na cara para ver isso. Toda a vez que ele me toca é um novo sentimento. E não, não é que eu esteja apaixonada, estou estupidamente perdida no corpo dele, isso sim. Atração pura! Essa é a palavra certa. Nunca nenhuma rapaz me fez quere-lo tanto como ele. Oh deus, se alguma vez ele pudesse ler os meus pensamentos iria ser um desastre.
Alguns minutos, que pareciam horas, chego a casa. A porta estava destrancada... Abro e entro. Tudo estava no sítio agora. Olho pro relógio e é 12h30. Boa. Ainda tenho uma hora de descanso...




Continua...

xxPatricia


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