quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Pretend It's Ok - 1ª Temporada - Capitulo 1 - Alone

Oiii!! Eu sei que ultimamente não temos aparecido muito por aqui, e não temos contribuído com algum imagine ou fanfic... mas, esta semana não deu mesmo... foram dias pra estudar e estudar!! Não deu :c mas bem, pra compensar, hoje vou postar o novo capítulo da nova fic do blog!! Espero que gostem, embora ela seja um pouco diferente das outras é bem legal de qualquer jeito!! Bem, só tem um aviso que eu queria que tentassem comprender: bem, como vocês sabem, ou talvez não, nós não somos do brasil na verdade, então o nosso português é um pouco diferente do que vocês estão habituadas!! Durante todo esse tempo tentamos fazer com que percebessem o que escrevemos utilizando palavras e expressões daí do Brasil, mas como nós somos daqui (de Portugal) torna-se um pouco difícil pra nós por vezes!! Então o que eu vim avisar agora é que agora as fics vão ser escritas da mesma forma, mas com mais expressões e formas de escrever e falar de Portugal tá? Se não perceberem alguma palavra ou assim, perguntem!! Essa fic vai começar com o portugues de Portugal já, tá bom?? Desculpem se não gostarem de alguma coisa... Se prefirem do outro jeito, avisem e eu mudo...

Bjss :3

Trailer (pra quem ainda não viu):

aqui

ou

aqui


Desde a alguns anos atrás... algo que eu daria como séculos, os meus pais e o meu irmão morreram. Eu tinha 14 anos. E então desde aí vivo... não, “eu não vivo, eu apenas tento viver... sozinha.” 

Tudo aconteceu quando os meus pais eram ainda vivos e compraram um bilhete pra todos, pra mim, pra minha mãe, pro meu pai e pro meu irmão, Adam… 

Adam tinha na altura 18 anos, era o meu ídolo… ele costumava ensinar-me a andar de skate. Divertíamo-nos muito juntos. O bilhete era pra ir passar férias em Londres… mas o que deveria correr bem, correu mal... tudo no avião estava a postos, até descobrirem que tinha sido danificado, propositadamente. Alguém queria a morte, a morte de algum dos passageiros. A ideia de saber que poderiam querer mal aos meus pais deixava-me chocada... ou até a mim… Os problemas no motor começavam a ficar evidentes, e ninguém, nem o próprio piloto conseguiria arranjar. Disseram que era demasiado arriscado. Foi então que eu percebi… eu estava pronta para morrer. Parece estúpido, mas a verdade é que a ideia de morrer arrepiava-me, sempre odiei mortes.

Aquelas 2 horas de voo foram as piores da minha vida… todo o mundo gritava, os bebés choravam, o que me deixava mais nervosa, e a minha família já não estava junta… apenas eu e o meu irmão. O avião começou a descer, não tinham como pará-lo, estavam a fazer os possíveis e os impossíveis, mas não havia volta a dar… as pessoas estavam desesperadas, foi então que, quando o avião começou a descer e estava a pouca distância do solo, alguém que estaria em pânico, abriu a porta principal e assim que um corpo foi sugado... todos os outros também. Foi o pesadelo total. As lágrimas de desespero tomaram conta de mim no momento. Várias delas morreram, a porta aberta puxava as pessoas que acabavam por ser sugadas e caíndo lá em baixo. A uma certa altura eu estava sozinha, sem a minha família, apenas com alguns passageiros. O desespero tomava conta do meu corpo, pensei várias vezes em saltar também, pelo menos não sofreria mais, mas a uma certa hora o avião já tinha caído, levando corpos atrás. Eu não teria mais oportunidade… saí… as minhas pernas estavam bambas, várias cicatrizes tomavam conta de meu corpo, olhei e tinha um vidro espetado em meu braço… Tive de ir imediatamente para o hospital. Fiquei em tratamento durante umas semanas… Ainda hoje algumas dessas cicatrizes permanecem. 

A partir desse dia a minha vida mudou radicalmente…

Já não sou mais a mesma… divertida, sempre alegre e inocente. Fiquei abalada, não tenho familiares que me queiram. É horrível saber que ninguém se importa connosco, o auto-estima começa a desaparecer aos poucos sabem?! E já não tem nada que ajude, fazendo assim com que desapareça. Durante todos estes anos fiquei por minha conta, já arranjei vários problemas com a polícia, já que sempre que perguntam pelos meus familiares eu arranjava uma desculpa diferente. 

Então tornei-me independente, não precisando de ninguém pra me ajudar nem no mais pequeno trabalho, sempre vivi a mudar de escola, porque me transferiam, porque… você sabem… eu não era uma aluna exemplar. E continuo a não ser. Que se fodam os professores, que se foda todo o mundo... não vão ser eles que me vão proporcionar algum tipo felicidade. 

Eu sempre fui sozinha, sempre me colocavam de parte, eu era a rapariga estranha… mas, o que eles podem dizer?! Eles não me conhecem… 

A partir dos meus 15 anos eu comecei a consumir droga, algo que eu sempre rejeitei. Mas um dia eu descobri que aquilo era tudo o que eu sempre precisei. Tudo no momento parava, meu coração parava. Era uma sensação inexplicável! Era como um braço forte que me segurava, algo que me reconfortava… mesmo não fazendo sentido, eu amava. Aquela sensação. Sem ela, eu já não estaria viva. 

Hoje, com 17 anos, encontro-me em um canto qualquer da escola, mais uma vez sozinha, a ouvir uma música qualquer. Alguém toca o meu ombro, subo meu olhar, tentando perceber quem era que me chamava, Sra. Megan. A única pessoa que me percebia. Eu nunca lhe falei muito de mim. Mas algo dizia-me que não faria falta, que ela sempre lá estaria para me ajudar. Sra. Megan é uma funcionária lá da escola, sabes… quem trata de arrumar o lixo que os meninos mimados deitam no chão. Quem trata de se verificar que tudo está em ordem. Na realidade ela é pouco mais velha do que eu… tem 27 anos, não é muito alta, mas é, sem dúvida, maior do que eu.

Sra. Megan: Estão a chamar-te…

Eu já sabia quem era… a diretora. Levantei-me lentamente, tirei o auricular do meu ouvido e guardei o meu telemóvel. Segui até a diretoria, em passos lentos, cabeça baixa, podia ouvir a minha respiração pesada. Bati na porta, entrei e sentei-me em uma cadeira, junto a uma secretária de lá. Ela olhava-me, os seus olhos não apresentavam nenhuma surpresa. Na realidade eu já sabia o motivo. 

Diretora: Já sabe não é?

Eu: Para onde eu serei transferida desta vez?

Diretora: Uma escola, bem conhecida, aqui em Londres. Já tratamos de todos os papeis. Começará suas aulas novamente dentro de dois dias. Aconselho a arranjar nova casa, visto que será um pouco longe daqui – levantei-me, arranjei as minhas roupas, peguei na mochila e coloquei-a no meu ombro direito e segui até saída. 

Saí daquele que eu tratava como inferno, a minha “antiga” escola, pronta para mais uma mudança… de tantas que virão. Começara a chover, os meus passos lentos apenas permitiam que eu ficasse toda encharcada devido às gotas grossas que caiam sobre meu corpo. Pensamentos, vários pensamentos invadiam minha cabeça… “para quê despedidas? Ninguém quer saber de mim… nunca quiseram. Mas, para quê pensar nisso sequer? Vamos apenas fingir que está tudo bem.”

 

 

Continua...

xxPatrícia

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário