sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Imagine Louis - The Sexy Killer

XXX: S/n você vai fazer dupla com o Louis! - falou meu professor de matemática. Não que faça muito sentido fazer duplas em matemática, mas neste caso era necessário. Ahhh sim, mas depois tem um problema maior do que o que serão as questões em si: Louis! Um garoto frio, insensível, que não fala com as restantes pessoas a sua volta, simplesmente porque se acha! É, eu considero ele o mais idiota da classe… mas por isso não deixa de ser o mais sexy. Sua pele morena, seus braços musculados e tatuados, lhe dando um ar um pouco sinistro, nas apetecível. Apenas eu tinha essa opinião dele, pois o resto das raparigas o achavam assustador… diziam que ele quase matara alguém a sova, o apelidando de “The Killer”. Um nome interessante, engraçado, mas contudo… assustador. Fiz sinal para que ele viesse para o pé de mim e formarmos a dupla, ele apenas revirou os olhos e se manteve quieto, na sua secretária, com o olhar fixo no nada. Bufei com tal ignorância. Não era capaz de ajudar ninguém, nem mesmo de se dar ao trabalho de responder, ou emitir algum som. Ele era muito calado, as poucas vezes que o ouvi falar foram na rua, em um beco escuro. Ele sempre lá estava e mais uns rapazes, também de aspeto frio, como ele. Peguei minha cadeira e coloquei ao pé da sua secretária. Abri o caderno, dei uma olhada pelo exercício e voltei a encarar Louis.

Eu: Podemos começar?! – o encarei, esperando uma resposta que nunca chegara – Louis? Garoto acorda!! – o cutuquei, ele me lança um olhar frio.

Ele pega seu caderno e esferográfica e começa a fazer uns rabiscos na parte de trás do mesmo. Mas que… será que ele não percebeu ainda que temos trabalho pela frente? 

Eu: Do que você está a espera?! – perguntei impaciente.

Louis: Qual é o exercício?! – ele olhava o quadro, com vários números, enquanto levava a esferográfica a boca e a mordia.

Eu: É o terceiro… -- falei mais calma. Ele o olha e bufa um pouco enraivecido – Qual é o seu problema?

Louis: Sabe quantas vezes eu tive que resolver questões estúpidas e básicas como essa? – O quê? Mas ele agora era inteligente?! Eu apenas me mantive observando ele resolvendo o exercício com a maior facilidade do mundo. Resolvi fazer o meu também. Em menos de segundos me apercebi do nível de dificuldade do mesmo. Em um piscar de olhos Louis já tinha terminado o seu e me olhava pensativo. O seu olhar era desconfortável, sempre me deixando curiosa pra saber no que ele pensava. Depois de alguns minutos eu já havia terminado o meu também. Comparei meus resultados aos dele e foi quando me surpreendi: diferentes! Ou o meu estava errado… ou dele estava errado né? Ele pega meu caderno conferindo e solta um suspiro de desprezo.

Eu: O que foi?

Louis: Eu pensei que fosse mais inteligente… - ele falou calmo, olhando meu caderno e me encarando a mim de seguida.

Eu: Ãh?

Louis: Isso está errado...

Eu: Atá! Então será que pelo menos pode me explicar? – rolei os olhos. Ele suspirou. – Ahh não quer me ajudar tudo bem, eu arranjo-me s…

Louis: cala a boca um segundo garota! – interrompeu-me. Lancei um olhar de desprezo pra ele também, porque ele era assim? – você é chata hein? – um sorriso brotou de seus lábios. Então ele pega minha esferográfica e começou me explicando o exercício, sem me olhar. Eu me perdia em seus olhos, seus lábios vermelhos de mordê-los, sua voz estranhamente fofa, sedutora, rouca e sexy ao mesmo tempo… – Entendeu?!

Eu: Ãh? O quê? Sim!- sorri leve, tentei não olhar seus olhos hipnotizantes, mas foi mais forte que eu. Ele apenas desviou sua atenção da minha e voltou aos seus longos pensamentos. Depois de longos minutos de silêncio e tensão, o som da campainha fez-se notar. Agradeci a todos os santos e deuses existentes por me tirarem daquele tédio. Louis começou a arrumar seu material mesmo antes de tocar, como se soubesse o tempo exato que precisaria para estar tudo prontinho e sair. E assim o fez, colocou a mochila em seu ombro direito e caminhou em passos pesados até a porta e abandonou o local!

Quando a sala já se encontrava quase vazia, uma figura alta, quadris estreito e ombros largos se aproxima de mim com ar de preocupado. O professor, Sr. Styles. Sem esquecer de dizer que ele tem apenas 24 anos e é bem gostosinho. Mas isso agora não vem ao caso…

Ele: Correu tudo bem? O Louis é um pouco calado, por vezes bruto e descontrolado… está tudo bem? 

Eu: Sim, correu tudo às mil maravilhas. Tirando a parte que ele me deixou morrendo no tédio – ele soltou numa pequena risada – correu tudo bem! Ele mesmo me ajudou em uma das questões! – ele assentiu, como se já soubesse que ele o resolveria fácil.

Ele: É normal! Ele resolve os mesmos exercícios a dois anos.

Eu: Dois anos?! Ele chumbou duas vezes? – questionei, curiosa da sua resposta.

Ele: É mesmo! Mas agora saia que eu tenho que fechar a sala! – assenti e fui até ao meu cacifo guardar o material e ver qual seria a próxima aula.

História! Ahhh como eu odeio História! Sempre a mesma merda do costume… pra não falar na professora que ao contrário do professor Styles jovem, gostoso e simpático, era velha, chata, muito magra e colocava cabelo preso em um coque… tão broxante! Quando ia virar-me sinto um braço me encurralar, me prensar contra os cacifos. Sinto minha respiração acelerar. Sua respiração quente bate em meu pescoço, me provocando leves choques elétricos por todo o meu corpo. Louis. Aquele sacana ignorante, gostoso…

Louis: É nova aqui?! – como assim sou nova aqui? Eu estou aqui desde que aprendi a escrever! Sussurrei um “não” – como eu nunca reparei em você?!

Eu: Falta de atenção… - falei o mais fria possível. Ele solta um sorriso de canto. – E você? Nunca te vi por aqui…

Louis: Falta de atenção… - provocou, se afasta e começa andando, perdendo-o de vista. Sinto minha respiração acelerada, meu corpo quente, mas minhas mãos tremiam. O jeito como ele fala me provoca medo, mas é como se o medo provocasse adrenalina em mim. Eu tenho de descobrir mais desse garoto. Decidi esperar pelo fim das aulas para colocar minha aventura em prática. No decorrer das aulas eu pude reparar em uma coisa: ele sempre senta no fundo da sala. Eu tentava chamar sua atenção, mas tudo o que ele fazia era ignorar-me. Como pode ele ser tão… tão, bipolar?

Eram agora 7h, já fazia frio, decidi ir pra casa. Fui a pé mesmo, eu gosto de caminhar e me perder em meus pensamentos, eu consigo refletir melhor assim. Depois de uns longos minutos vejo Louis naquele beco de merda lá…é, merda mesmo, porque você apenas encontra gente se pegando, drogando, fazendo toda a merda possível lá, e eu, que sempre tive muita sorte (sintam a ironia) vivo mesmo ao lado, então sempre posso saber de tudo que lá se passa, e não me orgulho disso… mas estranho, eu nunca vi Louis fazendo merda lá, ele passava lá algum tempo, mas eu nunca percebi o que ele fazia. Se ele realmente quase havia matado alguém, porque eu nunca tinha me apercebido? Eu me encontrava a janela, bem, na varanda de minha casa. Até ele me notar, saio rapidamente e fecho a janela. Enquanto eu me perdia em pensamentos sinto alguém tampar minha boca e me amarrar com força, me arrastando até ao centro da sala. Tentei gritar, mas ele não deixava.

Eu: Me.solta. – falei, olhei para trás e tinha um garoto lá, não muito alto, mas musculoso, vestia-se mal, parecia um traste. Ele já havia tirado suas mãos de minha boca, meus olhos deitavam lágrimas incessantes, eu tremia de medo, suava frio, meu coração parecia pular fora de meu peito. Ele me segurava de trás, até que sinto uma mão preencher meu seio direito com força, gemi de dor. – SOCORROOOOO, ALGUÉM ME AJUDAA!!! – gritei com todas as forças que tinha em meu peito. Em um movimento repentino ele me vira de frente para si e me dá um tapa forte na cara.

Ele: Cala a boca vadia, você vai fazer o que eu quero! – suas mãos pressionadas em minha cintura – quando eu quero. – ele me joga contra a parede, fazendo-me soltar um gemido – e porque eu quero. – ele colou nossos corpos rapidamente, se juntando a mim com a maior brutalidade possível. Lágrimas de medo caiam de meus olhos, descendo até meu peito, deixando um rasto molhado. É então que sinto ele rasgar minha camiseta a jogando no chão. Tentei me cobrir ao máximo com minhas mãos e braços trémulos, ele olhava meu corpo, me fazendo estremecer, seu olhar quente queimando meu corpo, suas mãos frias e brutas me amarrando, seus lábios em meu pescoço, me obrigando a fazer algo que eu não quero. Minha mente havia bloqueado, nada mais nela, estava vazia, apenas vozes, ao longe pedindo socorro. Eu tentava a todo o custo me libertar dele, que me segurava forte, violentamente e me batia a cada movimento falhado, seus dedos firmes em meus braços, que deixariam nódoas negras mais tarde. Ouço um estrondo, me assustando, a porta tinha sido literalmente arrombada. Um outro garoto se aproximava… não… não, não, e agora, o que eu vou fazer com dois garotos contra mim? O rapaz em minha frente fora jogado pro lado, indo direitinho pro chão. Foi então que olho melhor e percebo que aquela sombra era me conhecida. Louis, que levanta o outro rapaz brutalmente e o empurra contra uma parede, acabando fazendo um vaso cair ao seu lado. Um grito ficou preso em minha garganta. Louis o socava, dava joelhadas em seu estomago, o rapaz parecia aflito, agora no chão, se contorcendo e gemendo de dor, a força que Louis tinha era surpreendente. Afastei-me um pouco, minha mente travou quando vi o outro se erguer e dar um pontapé no peitoral de Louis que grunhiu.

Eu: LOUIS! – corri até eles e com todas as poucas forças que me restavam segurei no ombro do outro e tentei segurá-lo, ou pelo menos afastá-lo, ele apenas me amarrou pelas costas, com sua mão em meu pescoço. Sinto as batidas de meu coração aumentarem, olhei em Louis que prendia o maxilar e estava literalmente tenso e irritado. Em um movimento, movi meu cotovelo e acertei com força no estomago de John. Sim, pelo que percebi era ele, um idiota qualquer conhecido de Louis. Ele leva suas mãos lá, prendendo e tentando esconder a dor, deixando seu corpo cair e ficando em joelhos no chão. Foi então que me afastei dele e vejo louis acertar outro murro em seu rosto, seguido de vários, aos poucos fui me apercebendo da gravidade da situação quando vi o rosto do garoto sendo esmagado pelo punho cerrado de Louis, seu nariz vertia sangue. Ele estava sendo tão violento, provocando uma onda de medo. Eu não queria me aproximar, de alguma maneira tinha a certeza que iria acabando sendo magoada também, mas eu não tinha escolha. Louis quase matava o garoto, que se forçava em respirar e encolhia seu corpo a cada ação dele. Levei minhas mãos ao seu ombro e tentei afastá-lo.

Louis: Sai! – falou firme, um arrepio percorreu meu corpo, meus pelos se eriçaram. Um aperto se formou em meu peito, o rapaz suplicava para que ele parasse. Apesar de ele merecer, eu não era uma pessoa violenta, e detestava algum ato violento. Então ele tinha de parar.

Eu: Louis, para… já chega! – supliquei, minha voz trémula, eu choramingava. Seus músculos tensos novamente se movimentando e seu punho cerrado na cara do garoto mais uma vez. Vejo então ele pegar no rapaz e arrastar até fora de minha casa. Minhas pernas perderam as forças, cai com tudo no chão. Abracei meus joelhos na tentativa de me acalmar. Depois de alguns minutos sozinha, chorando, sinto alguém se sentar a meu lado e me abraçar de lado. Eu não queria nem saber se era ele, eu precisava de um abraço, juntei meu corpo ao seu e encolhi-me contra ele. Minhas lágrimas molhando sua camiseta. Eu me apertava contra seu corpo forte, eu me reconfortava, mesmo ele me intimidando grande parte das vezes, eu sabia que podia confiar nele agora mais do que nunca. Sinto ele se afastar e retirar sua camiseta, deixando seu troco descoberto e colocando ela em mim. Eu tinha totalmente me esquecido que aquele idiota tinha arrancado a minha.

Eu: Lo...

Louis: Shhh… - e ficamos assim, disfrutando do silêncio, encostados um no outro.

 

(...)   

 

 

Acordei assustada. Estava em meu quarto, em minha cama. Olhei em todos os lados e não vi Louis.

Eu: Louis.. Louis… LOUISS!! – um braço me toca. Vi ele abrir um sorriso e se sentar a meu lado. Ele olhou me corpo, ligeiramente descoberto e sua expressão muda para sério. Ele passa a ponta de seus dedos suavemente em meu braço. Um gemido de dor rompe de meus lábios. Meu braço tinha nódoas negras, marcas de dedos.

Louis: Foi ele não foi?

Eu: Eu.. eu… - ele se levanta rapidamente e caminha até a porta – LOUIS ESPERA! – ele me olha. – não, não faça nada! Eu estou bem. Só, fica aqui… - sussurrei mais baixo, com medo de sua reação. Ele solta um suspiro e caminha até mim novamente, ele retira seus sapatos e se coloca por debaixo dos lençois. Um arrepio percorreu meu corpo, eu sabia que ele era violento, então tudo o que eu menos queria agora era irritá-lo. Sinto seus braços me envolverem a cintura e seus lábios quentes em minha testa. Um sorrisinho bobo caiu de meus lábios. Virei-me de frente para ele que me encarava sorrindo. Aproximei-me, eu tinha medo, sim… mas eu não podia negar, ele atraía-me. Inclinei minha cabeça, colando nossas testas. Nossos lábios encontravam-se a milímetros de distância.

Louis: S/n o que… - sussurrou

Eu: Shhh… - aproximei-me mais um pouco, um selinho se formou. No início senti ele resistir, mas então ele apenas abriu um pouco sua boca para que um beijo se formasse. Calmo, quente. Sorri. Suas mãos brincavam com meus dedos, a palma de minha mão em seu peito e a outra em sua nuca, aprofundando o beijo. Separamo-nos por aquilo a que chamam “falta de ar”.

Eu: Porque é que me protegeu? Eu pensei que me odiasse…

Louis: Eu também… - seus olhos estavam agora brilhantes, um azul-esverdeado intenso que me encaravam sorrindo. Sinto sua mão apertar minha cintura e me puxar contra seu corpo, iniciando outro beijo. 

Eu não pensei que de ódio se pudesse iniciar amor, mas, eu estava enganada. Louis mostrou-me aquilo que eu não conhecia dele… paixão. E ele demonstrava isso me protegendo.

É, nós nos amávamos, sem mesmo nos conhecermos…

 

FIM

xxPatriciaxx

E então? O que acharam? Ahh pra ser sincera foi o  melhor imagine que escrevi! Não querendo me gabar hihih ...

 

Comentem! Quero saber o que acharam!


 

 

12 comentários:

  1. Muuuito bom! Parabéns

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  2. gosti mesmo muito , continue assim :)

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  3. gosti mesmo muito , continue assim :)

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  4. Caramba nem sei oq dizer.
    Vou ser iludida por esse imagine por um bom e longo tempo hehe
    Parabéns vc escreve muito bem, Gostei muito mesmo semmentira
    Sem querer ser muito exagerada mas...
    Que PERFECT! Malikisses

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  5. Cara do céu foi o melhor que já li até agora parabéns moça lacrou kkk

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  6. 😊😚😚😚😚😚😍😘😍😘😍😍😍😍😍😍😍😍😍😍😘😘😘😎😎😙😚

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  7. 😊😚😚😚😚😚😍😘😍😘😍😍😍😍😍😍😍😍😍😍😘😘😘😎😎😙😚

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